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Sirlange Manga concede entrevista exclusiva para jornal Tribuna das cidades

Quem é Sirlange Maga candidata a Deputa Federal?

Antes de falarmos de política, quem é a pessoa por trás da pré-candidata? Como você se descreve em poucas palavras?

Sou uma pessoa comum, que tenho em minha trajetória muito trabalho, além da inquietação na busca por ajudar outras pessoas, especialmente outras mulheres. Costumo dizer que toda mulher pode e deve ajudar a erguer outras mulheres, com empatia, apoio e oportunidades. Em minha trajetória, já como primeira-dama e buscando agregar outras mulheres no desafio de nos ajudarmos umas às outras e criarmos oportunidades, surgiu um evento, uma reunião de mulheres, que chamamos de Café com Elas. Começou timidamente, com apenas quatro participantes. Atualmente, o número de mulheres que participam é tão grande que já estamos com dificuldade de acomodar todas em um único lugar. Mas, o mais importe é a mensagem e o apoio que buscamos transmitir umas às outras.

Qual foi o momento da sua vida que mais influenciou a decisão de entrar na vida pública?

Eu entendo que seja como uma missão em minha vida. Houve uma situação específica, em uma das vezes em que subimos o monte, em um momento de fé e oração que costumo repetir com meu marido, o prefeito Rodrigo Manga. Nessa ocasião, o Manga, atento à mensagem de Deus, me falou sobre a importância de eu poder assumir essa missão tão importante, que é a de entrar para a vida política, mas com um propósito muito específico, que é o de me voltar, cada vez mais, para as pessoas, e ampliar o alcance das ações voltadas ao povo, olhando especialmente para aqueles que mais precisam. Foram essas palavras que me tocaram, me convencendo a iniciar essa trajetória.

Nos momentos de descanso, o que você gosta de fazer para recarregar as energias?

Eu não sei se posso dizer que tenho muitos momentos de descanso. Mas, quando não estou focada no trabalho, eu busco me dedicar à minha família, dando mais atenção ao meu filho Enrico, e também, sempre que possível, à minha filha do coração, Giulia. Além do Manga, claro. Poder compartilhar uma refeição ou fazer coisas simples, estando juntos, é o que me ajuda a recarregar minhas energias.

4-Existe alguma curiosidade sobre você que a maioria das pessoas não conhece?

Muitas pessoas não fazem ideia, mas sou uma pessoa tímida. Como também sou uma pessoa pública, tive que desenvolver a habilidade de me comunicar com o público e acabamos aprendendo formas de lidar com isso de modo positivo, mas este sempre foi um grande desafio para mim.

Se pudesse deixar uma única mensagem para os leitores do Jornal Tribuna das Cidades antes de começarmos a entrevista, qual seria?

Tem uma coisa que eu sempre falo, que é sobre a importância de fazermos mais por nós mesmas. Especialmente as mulheres, que estão sempre se dedicando a outras pessoas, à família, principalmente. Claro que isso também importa, mas a gente merece ter um momento só nosso, cuidarmos de nós, de nosso bem-estar e da nossa saúde. Eu percebi claramente isso quando passei a me exercitar fisicamente e vi a transformação positiva que isso causou em minha vida. Então, é preciso abrir espaço para fazermos coisas boas para nós mesmas. Só assim, cuidando de nós, encontramos energia para conseguir cuidar também do outro.

1 O que motivou sua decisão de disputar uma vaga como deputada federal por São Paulo?

Em conversa familiar, com meu marido, o prefeito Rodrigo Manga, ele me falou sobre a importância de eu tentar contribuir, de forma ainda mais contundente, com a população sorocabana e também com toda a nossa região. Então, a ideia é atuar na política, buscando ocupar a vaga de deputada federal. Mas não se trata da política pela política, e sim de atuar com propósito, buscando ajudar as pessoas, em especial as que mais necessitam. E como faríamos isso? Trazendo mais recursos para os municípios e, dessa forma, contribuindo para as transformações que as cidades necessitam.

2-Quais são as três principais prioridades do seu mandato, caso seja eleita?

São várias as prioridades, pensando sempre no bem-estar das pessoas. E, se for necessário escolher as três áreas mais importantes, eu diria que: saúde, habitação e infraestrutura.

3-São Paulo enfrenta desafios nas áreas de saúde, segurança e infraestrutura. Qual delas considera mais urgente e por quê?

Essas são três áreas que, se formos ver bem, interagem entre si, sendo que o avanço em uma área acaba resultando em benefícios para as outras também. Se for para escolher o início por uma delas, diria que a saúde, porque essa diz respeito a toda a população, de maneira geral, e a primeira condição para usufruir do bem-estar é termos acesso à saúde. Na sequência, a infraestrutura contribui para o desenvolvimento do município e também pode incluir recursos e aparatos voltados à questão da segurança.

4-Como pretende defender os interesses dos municípios do interior paulista em Brasília?

A destinação de recursos para os municípios – não apenas para Sorocaba –, mas, sem dúvida, olhando de modo muito especial para nossa região, com certeza vai contribuir para o desenvolvimento da nossa Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Além disso, Sorocaba tem muitos projetos realizados, com impacto positivo e que podem ser replicados em outros municípios. Também essa experiência, vivenciada à frente do Fundo Social e ao propor projetos postos em prática ou compartilhados com a Secretaria da Mulher, uma pasta nova, que surgiu a partir do nosso olhar para compreender as necessidades das mulheres sorocabanas.

5-Qual é a sua posição sobre a reforma tributária e seus impactos para empresários e trabalhadores?

As mudanças promovidas pela reforma tributária fazem com que o recolhimento de impostos seja feito no destino dos bens consumidos, e não no município de origem, onde são produzidos. Com isso, cidades plenamente industrializadas e que têm a capacidade de atrair empresas, principalmente do setor industrial, podem acabar sendo prejudicadas com essa inversão no processo de recolhimento de impostos. Por isso, nossa luta será por amenizar esse impacto, buscando destinar mais recursos aos municípios.

6-De que forma pretende contribuir para a geração de empregos e o fortalecimento da economia?

Sorocaba já possui um excelente histórico, pois é um município que, com a atual gestão municipal, tem conquistado ótimos indicadores, tanto na atração de empresas, bem como na geração de empregos e renda. Então, acho que é possível levarmos esse conhecimento, e replicá-lo em outros locais. 

7-Como pretende atuar na fiscalização dos recursos federais destinados aos municípios?

Nós teremos condições de fazer isso ao verificar os resultados gerados por esses recursos, ao conferir como está sendo feita sua aplicação. E este será um papel importante, estando em uma função tão relevante para a vida dos brasileiros. Para isso, vamos utilizar todas as ferramentas que estiverem disponíveis, ao nosso alcance.

😯 eleitor está cada vez mais exigente com a transparência. Como pretende prestar contas do seu mandato?

Uma forma de fazer isso e que, de certo modo, já praticamos na gestão do Fundo Social de Solidariedade de Sorocaba, por exemplo, é mostrar à população, de forma muito direta, o que estamos fazendo e quais são os resultados que chegam à sociedade, especialmente, mostrando o que estamos fazendo por aqueles que mais necessitam, promovendo políticas públicas sérias e efetivas em seu propósito. Mesmo ocupando outro posto, com acesso a muito mais recursos, será a possibilidade de realizar ainda mais.

9-Qual é a sua visão sobre a segurança pública e quais medidas defenderá no Congresso Nacional?

Temos a experiência de Sorocaba, cuja Guarda Civil Municipal (GCM), que é a corporação administrada pelo município, agindo de forma integrada às demais forças de segurança, desde o início da atual Administração. E tem dado muito resultado, inclusive, por não ser uma solução isolada, pois estamos também cuidando, no município, das ações de cunho social, saúde, educação e, principalmente, atraindo investimentos e gerando emprego e renda. Todo esse contexto se torna favorável quando o foco é olhar para a segurança. Então, claro que sempre há melhorias a fazer, mas estamos, como município, lidando com esse desafio de um modo muito consistente. Para Câmara Federal pretendo levar esse mesmo olhar, contribuindo da melhor forma com ações voltadas para esse equilíbrio.

10- O que pretende fazer para ampliar investimentos na saúde pública e reduzir filas por consultas e exames?

Além de ajudar a legislar com esse propósito, que é o essencial, acho importante olhar para os municípios, que é onde o povo está, e colaborar na promoção de melhorias, nesse setor, selecionando projetos que tenham esse foco para a destinação de verbas, desde que sejam comprovadamente eficientes.

11-Quais propostas tem para fortalecer a educação e a qualificação profissional dos jovens? 

Temos bons exemplos nesse campo, no município de Sorocaba, com projetos como o de Jovens Aprendizes, com foco em jovens de famílias em situação de vulnerabilidade, com vagas disponíveis, inclusive, na Prefeitura; além das diversas oportunidades de capacitação profissional gratuita oferecidas pela Universidade do Trabalhador, Empreendedor e Negócios (Uniten), equipamento ligado à Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional. São iniciativas semelhantes a essas que podemos replicar em outros municípios, ampliando o alcance e o impacto desses projetos que visam a preparação de mão de obra, a inserção ou reinserção no mercado e a geração de emprego e renda.

12-Como pretende incentivar o agronegócio sem deixar de lado a preservação ambiental?

Neste campo, mais uma vez, é importante incentivar a capacitação de produtores, que podem ganhar em produtividade e preservação ambiental com o suporte da tecnologia, cada vez mais presente no agronegócio. No Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), que abriga empresas com negócios voltados ao setor, estão sendo criadas, cada vez mais, tecnologias e soluções dirigidas a essa área. Acreditamos que esse é o caminho do futuro.

13-Qual será sua atuação em defesa das mulheres, idosos, pessoas com deficiência e crianças?

Essa é a principal área de atuação, em minha experiência à frente do Fundo Social de Solidariedade. Nesse sentido, as ações desenvolvidas apontam, pelo menos, três caminhos: 1) a ajuda emergencial, que diz respeito, por exemplo, à doação de alimentos, para quem mais precisa, assim como a doação de outros itens de primeira necessidade, tais como roupas e até mesmo móveis e eletrodomésticos, para famílias que passaram por algum evento extremo, como inundações, perda de seus imóveis e pertences, em incêndios, entre outros. Para isso, foi desenvolvido o projeto Mercado Solidário, no qual as famílias recebem vouchers para serem trocados pelos itens que elas mais necessitam, podendo escolher à vontade, como uma compra feita em supermercado, mas sem precisar pagar. 2) capacitação profissional, oferecida por diversos projetos, como os que são organizados pelas Secretarias municipais, a exemplo dos cursos da Uniten, como já foi citado acima, e os cursos voltados à capacitação da mão de obra feminina, com os projetos da Secretaria da Mulher. 3) também os workshops e oficinas voltados à capacitação de quem busca oportunidades no empreenderismo, aproveitando as oportunidades disponibilizadas por essas e outras secretarias, como a Secretaria do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Semepp).

14-Como pretende trabalhar para fortalecer os pequenos e médios empreendedores?

O empreendedorismo tem um papel muito importante na minha vida e da minha família. Além disso, na minha atuação à frente do Fundo Social de Solidariedade, também vi a importância de estimular o empreendedorismo entre mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. E sabemos que a diferença para alcançar o sucesso é a capacitação profissional. Portanto, esse é um caminho fundamental para quem quer se desenvolver nessa área.

15-O que diferencia sua candidatura das demais que disputam uma vaga para a Câmara dos Deputados?

Posso falar sobre mim, sobre minha família. E, se a gente olhar para trás, para nossa trajetória, veremos que nossa caminhada, de fato, nunca foi sobre política, poder ou cargo. Nosso impulso sempre veio da vontade de ajudar o próximo. Sempre foi sobre olhar para quem ninguém quer olhar, estender a mão para quem a sociedade já desistiu e acolher essas pessoas no seu momento de maior dor. E a transformação somente acontece porque tudo que fazemos vem do coração.

16-Há algum projeto de lei que a senhora considera prioridade e que pretende apresentar logo no início do mandato?

Eu tenho vários projetos, em diferentes áreas, todos voltados à melhoria de vida e ao bem-estar do povo. O objetivo é dar resposta aos principais anseios da população, em diversas áreas, seja na saúde, na habitação, na infraestrutura, na edução, na proteção às mulheres, entre outras. Mas estar fora do Legislativo federal e estar efetivamente lá dentro são coisas diversas. Acho importante eu primeiro alcançar essa legislatura, conhecer por dentro o ambiente que se instalará lá antes de fixar, de maneira concreta, as minhas ações a partir do cargo.

17-Como avalia o cenário político atual do Brasil e quais mudanças considera essenciais?

O Brasil está muito polarizado ainda. Mas, quando eu olho para os desafios, o que eu vejo muito mais é o povo e seu potencial para lutar pelos seus objetivos. Além disso, na minha experiência, percebo que quando existe uma liderança bem intencionada e agregadora, capaz de motivar as pessoas, é o que precisamos para seguir em frente, em busca dos nossos objetivos. É com essa fé e com essa motivação que eu entro nessa disputa.

18-Qual mensagem gostaria de deixar aos eleitores que ainda estão indecisos sobre em quem votar?

Eu convido os eleitores a conhecem meu trabalho e minha trajetória. Apesar de ser a primeira vez que concorro a um cargo eletivo, muita coisa foi feita sob a minha gestão durante o período em que presidi o Fundo Social de Sorocaba. Sempre com o propósito de fazer o melhor pelas pessoas, principalmente aquelas que mais necessitam.

19-O Brasil enfrenta desafios em praticamente todas as áreas, como economia, saúde, educação, segurança pública e geração de empregos. Muitos brasileiros afirmam ter perdido a esperança em um futuro melhor. Na sua avaliação, qual é a raiz dessa crise e qual seria a primeira grande medida que um governo e o Congresso Nacional deveriam adotar para iniciar a recuperação do país?

Acredito que esse desânimo tenha origem em muitos atos do próprio governo, que não resultam em benefícios para o povo brasileiro, mas que os onera de maneira geral, como o acúmulos de impostos e taxas e, ao mesmo tempo, a deficiência dos serviços públicos oferecidos em troca, como nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e moradia, entre outros. Mas tenho certeza que a melhor forma de combater essa situação seja, inicialmente, pelo voto, escolhendo pessoas que cheguem com propostas consistentes e vontade de trabalhar. Isso pode ser comprovado conhecendo-se o histórico de trabalho desses candidatos e também seus programas de governo ou de projetos para serem levados até a Câmara Legislativa. É o que estou convidando todos a fazerem para conhecerem melhor meu trabalho e minhas propostas para o cargo que pretendo disputar, representando nossa região e nosso estado.

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