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TERREMOTO NA BOLSA! MAGALU DESPENCA 59% E BANCOS PERDEM R$ 249 BILHÕES APÓS ELEIÇÕES!

Ações de empresas brasileiras registram fortes quedas nesta segunda-feira (26), enquanto dólar dispara e B3 aciona mecanismo de interrupção das negociações

O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26). As ações do Magazine Luiza (Magalu) chegaram a cair quase 60%, enquanto grandes bancos registraram perdas expressivas na Bolsa de Valores. O movimento ocorreu no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

A reação dos investidores provocou uma onda de vendas de ações, atingindo principalmente empresas do varejo, instituições financeiras e construtoras. Segundo levantamento divulgado pelo UOL, a Bolsa brasileira perdeu aproximadamente R$ 835,2 bilhões em valor de mercado entre o fechamento de sexta-feira (23) e o início da tarde desta segunda-feira. <Cite refs={[“turn426618search2″,”turn426618search3”]}/>

Magalu registra uma das maiores quedas do dia

As ações do Magazine Luiza estiveram entre as mais afetadas pela turbulência. Durante o pregão, os papéis da companhia chegaram a registrar desvalorização próxima de 60%.

Outras empresas também sofreram fortes perdas. A C&A, o Assaí e a Lojas Renner registraram quedas expressivas, acompanhando o movimento negativo do setor de varejo.

O cenário preocupa porque essas companhias dependem, em diferentes graus, do poder de compra dos consumidores e das condições de financiamento. Com juros elevados, as compras parceladas podem ficar mais caras, enquanto as despesas financeiras das empresas aumentam.

Bancos também sofrem perdas expressivas

As instituições financeiras estiveram entre os setores mais pressionados. Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e BTG Pactual registraram quedas relevantes em suas ações durante as negociações.

O mercado passou a reavaliar as perspectivas para a política econômica, especialmente em relação ao controle dos gastos públicos, à dívida brasileira e à trajetória dos juros.

A estimativa de perdas de R$ 249 bilhões atribuída aos bancos representa uma redução do valor de mercado das instituições, calculado a partir das cotações de suas ações. Isso não significa que esse montante tenha sido retirado diretamente das contas dos clientes.

Dólar dispara e Bolsa interrompe negociações

A pressão sobre os ativos brasileiros também foi acompanhada por uma forte alta do dólar e por oscilações intensas nos juros futuros.

Diante da queda acentuada do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando o mercado atinge determinados limites de desvalorização.

A medida busca dar tempo para que os investidores reavaliem suas posições e reduzir a intensidade de movimentos extremos. O episódio marcou o retorno do mecanismo desde março de 2020, durante o início da pandemia de Covid-19.

Resultado eleitoral influencia expectativas econômicas

A turbulência ocorreu após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

Parte dos investidores apostava em um cenário eleitoral diferente e passou a rever suas posições após o resultado. Analistas apontam que as preocupações com a política fiscal, os gastos públicos e a possibilidade de juros elevados por mais tempo contribuíram para a pressão sobre as ações.

A reação do mercado, porém, não significa que todas as empresas terão o mesmo desempenho nos próximos meses. Os resultados futuros dependerão das medidas econômicas adotadas, das condições de crédito e da evolução da economia brasileira.

O que muda para a população?

A instabilidade na Bolsa pode afetar diretamente investidores que possuem ações ou aplicações ligadas ao mercado acionário. Para a população em geral, uma eventual manutenção de juros elevados pode encarecer empréstimos, financiamentos e compras parceladas.

A alta do dólar também pode pressionar os preços de produtos importados e de mercadorias que dependem de insumos cotados na moeda americana.

Apesar das fortes quedas, a desvalorização das ações representa uma mudança nos preços de mercado e não significa, necessariamente, que as empresas perderam o mesmo montante em dinheiro disponível em caixa.

O mercado agora acompanha os próximos sinais da política econômica e as medidas que poderão influenciar a confiança dos investidores e o comportamento dos ativos brasileiros.

Jornal Tribuna das Cidades

Fonte: UOL Economia, InfoMoney e veículos especializados em mercado financeiro. As cotações citadas correspondem a momentos específicos do pregão de 26 de outubro de 2026 e podem variar conforme o horário de referência.

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